terça-feira, 12 de novembro de 2013

In The Bleak Midwinter : Choir of Kings College, Cambridge

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sábado, 9 de novembro de 2013

Grupo de Cámara de la MPO (Madrid Philharmonic Orchestra)

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quarta-feira, 7 de abril de 2010

quinta-feira, 1 de outubro de 2009

CONCERTO COMEMORATIVO DO 24º ANIVERSÁRIO DA CRIAÇÃO DA JUNTA DE FREGUESIA DA PORTELA

Realiza-se no dia 4 de Outubro de 2009, pelas 21.30 horas, na Igreja Paroquial de Cristo-Rei da Portela, com o Grupo Coral da Portela e o Coral Gospel "Happy Day", pelas comemorações do 24º Aniversário da criação da Freguesia.

No dia 5 de Outubro, pelas 22.00 horas, haverá, no Jardim Almeida Garrett, um concerto ao vivo com Luís represas.

ENTRADA LIVRE

sexta-feira, 25 de setembro de 2009

CANTAR FAZ BEM À SAUDE !!!

Esta notícia é muito interessante e mostra que a ciência considera cantar algo terapêutico:Especialistas garantem que 'Quem canta, seus males espanta' http://br.noticias.yahoo.com/s/16032008/40/entretenimento-especialistas-garantem-canta-males-espanta.html&printer=1Dom, 16 Mar, 10h09 /2008Cristina Gawlas Viena, 16 mar (EFE).- Cantar não é apenas uma das formas de expressão mais antigas do ser humano, mas também pode curar muitos males, garantem cada vez mais médicos, que recomendam a prática do canto com regularidade, embora os estudos sobre seus efeitos benéficos do canto sejam recentes.Até pouco tempo atrás, não existiam estudos científicos a respeito do assunto, mas resultados de pesquisas recentes confirmam inclusive que cantar deveria ser receitado pelos médicos, afirma a doutora Gertraud Berka-Schmid, psicoterapeuta e professora da Universidade de Música e Artes de Viena.A especialista critica pais e professores que tentam proibir as crianças de cantar porque "não sabem", pois assim as privam de sua capacidade de "personificação" e o acesso à experiência do som."Isso faz com que a consciência da personalidade mude, reduzindo seu desenvolvimento, porque poder levantar a voz, ser ouvido, ser reconhecido e aceito é de importância vital para um ser eminentemente comunicativo como o ser humano", afirma Berka-Schmid em declarações à revista de medicina austríaca "Medizin Populär"."Cantar é a respiração estruturada", afirma a médica, explicando o efeito fisiológico da respiração abdominal - a mais profunda -, que prevalece quando se canta e que se transforma em massagem para o intestino e em alívio para o coração.Além disso, garante a doutora, essa respiração fornece ar adicional aos alvéolos pulmonares, impulsiona a circulação sanguínea e pode melhorar a concentração e a memória.Na opinião da especialista, cantar é um ótimo remédio para os males específicos do nosso tempo, porque equilibra o sistema neurovegetativo e reforça a atividade dos nervos parassimpáticos, responsáveis pelo relaxamento do corpo.Cantar gera harmonia psíquica e reforça o sistema imunológico, importantes frente a problemas tão freqüentes hoje em dia, como os transtornos do sono, as doenças circulatórias e a síndrome de burnout - a exaustão emocional.As conseqüências de um estímulo nervoso excessivo são típicas dos tempos atuais, afirma a especialista: as pessoas não agüentam os próprios impulsos, se isolam, se bloqueam e paralizam ou acumulam agressividade.Através da voz, o ser humano é capaz de expressar seus sentimentos de tal maneira que pode se desfazer de uma série de más sensações.Em algumas ocasiões, isso não é possível apenas falando normalmente e, por isso, o canto desempenha um papel essencial.Lembrando o ditado "quem canta, seus males espanta", não há diferenças em cantar sozinho, em dupla, em coro ou no banheiro, assim como não importa se a pessoa desafine, garante Berka-Schmid.O corpo é o instrumento de que dispomos para nos comunicar e jogar fora a ira acumulada. A respiração varia de acordo com as emoções, pois quem está agitado, por exemplo, tende a respirar de forma diferente daquele que se encontra triste.Na prática, observou-se que pacientes com Mal de Alzheimer, graças a uma música conhecida, recuperaram algumas lembranças, e pessoas que sofreram apoplexia conseguiram voltar a falar através do canto, segundo a especialista. EFECopyright © 2008 Agencia Efe - Todos os direitos reservados. É proibido todo tipo de reprodução sem autorização escrita da Agencia Efe S/A.Copyright © 2007 Yahoo!. Todos os direitos reservados.

quinta-feira, 4 de junho de 2009

7º. ENCONTRO DE COROS DA PORTELA - LOURES

Actuação do Chorus Auris dirigido pela Maestrina Ângela Marques
Coro da Universidade Técnica de Lisboa dirigido pelo Maestro Jorge Alves

Um aspecto da sala do concerto com uma bela assistência, mostrando-se muito interessada .

A maestrina do Grupo Coral da Portela, Paula Coimbra agradecendo a presença do público e dando as boas vindas aos coros convidados, antes do início do concerto.
Aspecto do local onde se iria realizar o evento, visto do exterior.

A escola onde se realizou o concerto.

quinta-feira, 12 de fevereiro de 2009

A CRISE, SEMPRE A CRISE !...

A crise está em crise
por Ricardo Araújo Pereira
Ou estou fortemente enganado (o que sucede, aliás, com uma frequência notável), ou a história de Portugal é decalcada da história de Pedro e o Lobo, com uma pequena alteração: em vez de Pedro e o Lobo, é Pedro e a Crise. De acordo com os especialistas – e para surpresa de todos os leigos, completamente inconscientes de que tal cenário fosse possível– Portugal está mergulhado numa profunda crise. Ao que parece, 2009 vai ser mesmo complicado. O problema é que 2008 já foi bastante difícil. E, no final de 2006, o empresário Pedro Ferraz da Costa avisava no Diário de Notícias que 2007 não iria ser fácil. O que, evidentemente, se verificou, e nem era assim tão difícil de prever tendo em conta que, em 2006, analistas já detectavam que o País estava em crise. Em Setembro de 2005, Marques Mendes, então presidente do PSD, desafiou o primeiro-ministro para ir ao Parlamento debater a crise económica. Nada disto era surpreendente na medida em que, de acordo com o Relatório de Estabilidade Financeira do Banco de Portugal, entre 2004 e 2005, o nível de endividamento das famílias portuguesas aumentou de 78% para 84,2% do PIB. O grande problema de 2004 era um prolongamento da grave crise de 2003, ano em que a economia portuguesa regrediu 0,8% e a ministra das Finanças não teve outro remédio senão voltar a pedir contenção. Pior que 2003, só talvez 2002, que nos deixou, como herança, o maior défice orçamental da Europa, provavelmente em consequência da crise de 2001, na sequência dos ataques terroristas aos Estados Unidos. No entanto, segundo o professor Abel M. Mateus, a economia portuguesa já se encontrava em crise antes do 11 de Setembro. A verdade é que, tirando aqueles seis meses da década de 90 em que chegaram uns milhões valentes vindos da União Europeia, eu não me lembro de Portugal não estar em crise. Por isso, acredito que a crise do ano que vem seja violenta. Mas creio que, se uma crise quiser mesmo impressionar os portugueses, vai ter de trabalhar a sério. Um crescimento zero, para nós, é amendoins. Pequenas recessões comem os portugueses ao pequeno-almoço. 2009 só assusta esses maricas da Europa que têm andado a crescer acima dos 7 por cento. Quem nunca foi além dos 2%, não está preocupado. É tempo de reconhecer o mérito e agradecer a governos atrás de governos que fizeram tudo o que era possível para não habituar mal os portugueses. A todos os executivos que mantiveram Portugal em crise desde 1143 até hoje, muito obrigado. Agora, somos o povo da Europa que está mais bem preparado para fazer face às dificuldades.

quinta-feira, 29 de janeiro de 2009

GAZA E ISRAEL






Gaza e Israel - A visão de Fernando Nobre, Presidente da AMI

Domingo, 4 de Janeiro de 2009


Grito e choro por Gaza e por IsraelHá momentos em que a nossa consciência nos impede, perante acontecimentos trágicos, de ficarmos silenciosos porque ao não reagirmos estamos a ser cúmplices dos mesmos por concordância, omissão ou cobardia. O que está a acontecer entre Gaza e Israel é um desses momentos. É intolerável, é inaceitável e é execrável a chacina que o governo de Israel e as suas poderosíssimas forças armadas estão a executar em Gaza a pretexto do lançamento de roquetes por parte dos resistentes ("terroristas") do movimento Hamas. Importa neste preciso momento refrescar algumas mentes ignorantes ou, muito pior, cínicas e destorcidas: - Os jovens palestinianos, que são semitas ao mesmo título que os judeus esfaraditas (e não os askenazes que descendem dos kazares, povo do Cáucaso), que desesperados e humilhados actuam e reagem hoje em Gaza são os netos daqueles que fugiram espavoridos, do que é hoje Israel, quando o então movimento "terrorista" Irgoun, liderado pelo seu chefe Menahem Beguin, futuro primeiro ministro e prémio Nobel da Paz, chacinou à arma branca durante uma noite inteira todos os habitantes da aldeia palestiniana de Deir Hiassin: cerca de trezentas pessoas. Esse acto de verdadeiro terror, praticado fria e conscientemente, não pode ser apagado dos Arquivos Históricos da Humanidade (da mesma maneira que não podem ser apagados dos mesmos Arquivos os actos genocidários perpetrados pelos nazis no Gueto de Varsóvia e nos campos de extermínio), horrorizou o próprio Ben Gourion mas foi o acto hediondo que provocou a fuga em massa de dezenas e dezenas de milhares de palestinianos para Gaza e a Cisjordânia possibilitando, entre outros factores, a constituição do Estado de Israel.. - Alguns, ou muitos, desses massacrados de hoje descendem de judeus e cristãos que se islamizaram há séculos durante a ocupação milenar islâmica da Palestina. Não foram eles os responsáveis pelos massacres históricos e repetitivos dos judeus na Europa, que conheceram o seu apogeu com os nazis: fomos nós os europeus que o fizemos ou permitimos, por concordância, omissão ou cobardia! Mas são eles que há 60 anos pagam os nossos erros e nós, a concordante, omissa e cobarde Europa e os seus fracos dirigentes assobiam para o ar e fingem que não têm nada a ver com essa tragédia, desenvolvendo até à náusea os mesmos discursos de sempre, de culpabilização exclusiva dos palestinianos e do Hamas "terrorista" que foi eleito democraticamente mas de imediato ostracizado por essa Europa sem princípios e anacéfala, porque sem memória, que tinha exigido as eleições democrática para depois as rejeitar por os resultados não lhe convirem. Mas que democracia é essa, defendida e apregoada por nós europeus? - Foi o governo de Israel que, ao mergulhar no desespero e no ódio milhões de palestinianos (privados de água, luz, alimentos, trabalho, segurança, dignidade e esperança ), os pôs do lado do Hamas, movimento que ele incentivou, para não dizer criou, com o intuito de enfraquecer na altura o movimento FATAH de Yasser Arafat. Como inúmeras vezes na História, o feitiço virou-se contra o feiticeiro, como também aconteceu recentemente no Afeganistão. - Estamos a assistir a um combate de David (os palestinianos com os seus roquetes, armas ligeiras e fundas com pedras...) contra Golias (os israelitas com os seus mísseis teleguiados, aviões, tanques e se necessário...a arma atómica!). - Estranha guerra esta em que o "agressor", os palestinianos, têm 100 vezes mais baixas em mortos e feridos do que os "agredidos". Nunca antes visto nos anais militares! - Hoje Gaza, com metade a um terço da superfície do Algarve e um milhão e meio de habitantes, é uma enorme prisão. Honra seja feita aos "heróis" que bombardeiam com meios ultra-sofisticados uma prisão praticamente desarmada (onde estão os aviões e tanques palestinianos?) e sem fuga possível, à semelhança do que faziam os nazis com os judeus fechados no Gueto de Varsóvia! - Como pode um povo que tanto sofreu, o judeu do qual temos todos pelo menos uma gota de sangue (eu tenho um antepassado Jeremias!), estar a fazer o mesmo a um outro povo semita seu irmão? O governo israelita, por conveniências políticas diversas (eleições em breve...), é hoje de facto o governo mais anti-semita à superfície da terra! - Onde andam o Sr. Blair, o fantasma do Quarteto Mudo, o Comissário das Nações Unidas para o Diálogo Inter-religioso e os Prémios Nobel da Paz, nomeadamente Elie Wiesel e Shimon Perez? Gostaria de os ouvir! Ergam as vozes por favor! Porque ou é agora ou nunca! - Honra aos milhares de israelitas que se manifestam na rua em Israel para que se ponha um fim ao massacre. Não estão só a dignificar o seu povo, mas estão a permitir que se mantenha uma janela aberta para o diálogo, imprescindível de retomar como único caminho capaz de construir o entendimento e levar à Paz! - Honra aos milhares de jovens israelitas que preferem ir para as prisões do que servir num exército de ocupação e opressão. São eles, como os referidos no ponto anterior, que notabilizam a sabedoria e o humanismo do povo judeu e demonstram mais uma vez a coragem dos judeus zelotas de Massada e os resistentes judeus do Gueto de Varsóvia! Vergonha para todos aqueles que, entre nós, se calam por cobardia ou por omissão. Acuso-os de não assistência a um povo em perigo! Não tenham medo: os espíritos livres são eternos! É chegado o tempo dos Seres Humanos de Boa Vontade de Israel e da Palestina fazerem calar os seus falcões, se sentarem à mesa e, com equidade, encontrarem uma solução. Ela existe! Mais tarde ou mais cedo terá que ser implementada ou vamos todos direito ao Caos: já estivemos bem mais longe do período das Trevas e do Apocalipse. É chegado o tempo de dizer BASTA! Este é o meu grito por Gaza e por Israel (conheço ambos): quero, exijo vê-los viver como irmãos que são. PerfilFernando José de La Vieter Ribeiro Nobre nasceu em Luanda em 1951. Em 1964 mudou-se para o Congo e, três anos mais tarde, para Bruxelas, onde estudou e residiu até 1985, altura em que veio para Portugal, país das suas origens paternas. É doutor em Medicina pela Universidade Livre de Bruxelas, onde foi assistente, e especialista em Cirurgia Geral e Urologia.É Doutor Honoris Causa pela Faculdade de Medicina da Universidade de Lisboa e Académico Correspondente da Academia Internacional de Cultura Portuguesa. É membro do Conselho Geral da Universidade de Lisboa e do Conselho Geral da Universidade da Beira Interior e docente convidado (em Mestrados e Pós-Graduações) nas Faculdades de Medicina de Lisboa, Coimbra e Minho, na Universidade Autónoma de Lisboa, no Instituto de Estudos Superiores Militares e no Instituto Superior de Ciências Policiais e Segurança Interna. Foi administrador dos Médicos Sem Fronteiras - Bélgica e fundou, em Portugal, a AMI – Assistência Médica Internacional, à qual ainda preside. Participou como cirurgião em mais de duzentas missões de estudo, coordenação e assistência médica humanitária em cerca de sessenta países de todos os continentes.É presidente da Assembleia Geral do Instituto da Democracia Portuguesa, exerce o mesmo cargo na Associação Tratado de Simulambuco e é patrono da Fundação Burgher Portugal - Sri Lanka. É membro da Real Sociedade de Cirurgia (Bélgica), da Associação Europeia de Urologia, da Associação Portuguesa de Urologia, da Sociedade Portuguesa de Autores, da Sociedade de Geografia de Lisboa e sócio do Grémio LiterárioRecebeu vários prémios e distinções em Portugal e no estrangeiro, incluindo o primeiro prémio da Associação Europeia de Urologia e a medalha de ouro dos Direitos Humanos, da Assembleia da República Portuguesa. É Grande Oficial da Ordem do Mérito, Cavaleiro da Legião de Honra de França, Cavaleiro da Real Ordem da Nossa Senhora da Conceição de Vila Viçosa e detentor da Grã-Cruz da Ordem Apostólica de S. Tomé. É cidadão de Honra da Câmara Municipal de Cascais e Embaixador da Boa-Vontade da Ilha de Gorée, no Senegal.

Tem quatro filhos.

quinta-feira, 15 de janeiro de 2009

A PROPAGANDA É TUDO !

Então, um "sujeitinho" desce na estação de metro de Nova Yorque trajando jeans, T-shirt e boné, encosta-se próximo da entrada, tira o violino da caixa e começa a tocar com entusiasmo para a multidão que por ali passa, mesmo na hora do 'rush' matinal.
Durante os cerca de 45 minutos que tocou, foi praticamente ignorado pelos passantes, ninguém sabia, mas o músico, o "sujeitinho", era Joshua Bell, um dos maiores violinistas do mundo, executando peças musicais consagradas num instrumento estimado em mais de 3 milhões de dólares, um raríssimo Stradivarius de 1713.
Alguns dias antes Joshua Bell havia tocado no Symphony Hall de Boston, onde os melhores lugares tinham sido pagos pela ninharia de 1000 USD.
A experiência, gravada em vídeo, mostra homens e mulheres de andar ligeiro, copo de café na mão, telemóvel na orelha, indiferentes ao som do violino. A iniciativa realizada pelo jornal The Washington Post era a de lançar um debate sobre valor, contexto e arte.

Conclusão: estamos acostumados a dar valor às coisas quando estão num contexto.
Joshua Bell era uma obra de arte sem moldura. Um artefacto de luxo sem etiqueta de grife.
Eu concluiria ainda mais; a cultura da arte é um estatuto do 'faz de conta'.

terça-feira, 2 de dezembro de 2008

OFFICE ORCHESTRA

video

Somewhere in time

CARTA INÉDITA DE EGAS MONIZ AO SENHOR D. AFONSO HENRIQUES

Meu querido Afonso, ou Afonsinho, como eu te chamava no tempo em que te educava junto às margens do rio Douro, quando foi do milagre. Eras tão pequenino e enfezadinho.Afonsinho, em que estavas a pensar quando mais tarde te zangaste com o teu Tio e fundaste Portugal?Olha só no que deu essa tua travessura:
· No exame final de 12º ano, és apanhado a copiar, chumbas o ano; o primeiro-ministro fez o exame de inglês técnico em casa, mandou por fax e é engenheiro.
· Uma adolescente de 16 anos pode fazer livremente um aborto, mas não pode pôr um'piercing' (um prego nas trombas, mas em inglês diz-se assim)
· Um jovem de 18 anos recebe 200 € do Estado para não trabalhar; um idoso recebe de reforma 236 € depois de toda uma vida do trabalho.
· Um marido oferece um anel à sua mulher e tem de declarar a doação ao fisco. O mesmo fisco penhora indevidamente o salário de um trabalhador e demora 3 anos a corrigir o erro.
· Nas zonas mais problemáticas das áreas urbanas existe 1 polícia para cada 2.000 habitantes; o Governo diz que não precisa de mais polícias.
· Um professor é sovado por um aluno e o Governo diz que a culpa é das causas sociais.
· O café da esquina fechou porque não tinha WC para homens, mulheres e empregados. No Fórum Montijo, o WC da Pizza Hut fica a 100mts e não tem local para lavar as mãos.
· O governo incentiva as pessoas a procurarem energias alternativas ao petróleo e depois multa quem coloca óleo vegetal nos carros porque não paga ISP (Imposto sobre produtos petrolíferos).
· Nas prisões, são distribuídas gratuitamente seringas por causa do HIV, mas é proibido consumir droga nas prisões!
· Um jovem de 14 anos mata um adulto, não tem idade para ir a tribunal. Um jovem de 15 leva um chapada do pai, por ter roubado dinheiro para droga, é violência doméstica!
· A uma família a quem a casa ruiu e não tem dinheiro para comprar outra, o estado não tem dinheiro para fazer uma nova, tem de viver conforme pode. 6 presos que mataram e violaram idosos vivem numa cela de 4 e sem wc privado, não estão a viver condignamente e aí aassociação de direitos humanos faz queixa ao tribunal europeu.
· A militares que combateram em África a mando do governo da época na defesa do território nacional não lhes é reconhecido nenhuma causa nem direito de guerra, mas o primeiro-ministro elogia as tropas que estão em defesa das Pátrias DO KOSOVO, AFEGANISTÃO E IRAQUE, não da Pátria que fundaste.
· Começas a descontar em Janeiro o IRS e só vais receber o excesso em Agosto do ano que vem; não pagas às finanças a tempo e horas, passado um dia, já estás a pagar juros.
· Fechas a janela da tua varanda e estás a fazer uma obra ilegal. Constrói-se um bairro de lata e ninguém vê.
· Se o teu filho não tem cabeça para a escola e com 14 anos o pões a trabalhar contigo num ofício respeitável, é exploração de trabalho infantil. Se és artista e o teu filho com 7 anos participa em gravações de telenovelas 8 horas por dia ou mais, a criança tem muito talento, sai ao pai ou à mãe!
· Numa farmácia pagas 0.50€ por uma seringa que se usa para dar um medicamento a uma criança. Se fosses drogado, não pagavas nada!
· Afonsinho, de novo te pergunto e por favor responde-me: em que estavas a pensar quando fundaste Portugal? Carago,(à moda do Porto), foi uma diarreia mental que tiveste, confessa lá que foi. Agora todos estão desiludidos. Já te falarei um dia na corrupção. O Gonçalo Mendes da Maia que tu tanto criticavas por querer tudo, era um ingénuo, não era nada ao lado desta gangada, nossos descendentes.
Se vires a senhora tua Mãe, dá-lhe recados.
Um beijo do teu servidor sempre fiel,

Egas Moniz

sexta-feira, 3 de outubro de 2008

........... A Marselhesa .........

Achei fantástico o hino francês cantado
com esta energia por Roberto Alagna,
cantor lírico francês de origem siciliana

.

quinta-feira, 2 de outubro de 2008

............HÁ COROS E COROS ...........

A noticia vinha na folha de informação da Câmara
Municipal de Santiago do Cacém e é de Junho deste ano.

"A Câmara Municipal deliberou transferir uma verba no
valor de 5.500,00 Euros para o Grupo Coral do Clube
Galp Energia, sendo:
4.000,00 para apoio às despesas correntes do grupo;
1.000,00 para apoio à realização do Encontro de Coros;
500,00 apoio à "Cantata de Santo Agostinho""

Alguém me chamou a atenção para esta notícia quando
na passada 4ª feira fomos avisados de que não havia
ensaio, porque não havia ninguém para nos abrir a
porta da sala que nos tinham por muito favor emprestado...

segunda-feira, 29 de setembro de 2008

Sto. Antão do Tojal - Dia Mundial do Turismo - 28 de Setembro de 2008





Miguel Sousa Tavares





1 Por causa das gravuras supostamente paleolíticas de Foz Côa (algumas desenhadas há 30 anos)
deixou de se fazer uma barragem que era importante para a regularização do Douro; e, por não
se ter feito essa barragem, vai avançar-se agora com a respectiva compensação, que é uma
barragem no Sabor - um dos últimos rios despoluídos e em estado natural do país - que terá
consequências ambientais desastrosas. Mas, na altura, Guterres e Carrilho queriam inaugurar o
seu Governo com uma caução 'cultural', cavalgando uma onda de demagogia imaginada por uma
inteligente máquina propagandística de interessados em arranjar um 'tacho' no futuro Parque
Paleolítico do Côa. "As gravuras não sabem nadar", gritavam eles. E, porque as gravuras não
sabem nadar, destrói-se o rio Sabor.
Tempos depois, foi a vez das pegadas da passagem de um dinossauro na CREL. "Achado
arqueológico de extrema importância", arranjou logo os seus acérrimos defensores. Fez-se então
um túnel, para preservar por cima as marcas indeléveis da passagem do dinossauro
excelentíssimo. Tal como em Foz Côa, as boas almas que se encarregam de desbaratar dinheiros
públicos a qualquer pretexto juraram que o local seria ponto de permanente romaria de
criancinhas das escolas, levadas compulsivamente, e de milhares, milhões de adultos, idos
voluntariamente, em súbito fervor histórico-cultural. E só a chegada do défice evitou que ao
túnel se juntasse ainda um museu do dinossauro. Mesmo assim, milhões e milhões e milhões
depois, duvido que mais de uma dúzia de curiosos por ano se preocupe em ir ver as pegadas do
bicho; e, quanto a Foz Côa, retenho a exclamação sentida de uma habitante local, aqui há tempos:
"Até agora, ainda não ganhámos nada com as gravuras!" Pois não, minha senhora, mas isto de
ganhar dinheiro sem fazer nada, apenas abrindo a torneira do Estado, não acontece todos os
dias.
Agora, li aqui que, por cima da A-24, entre Vila do Conde e Vila Pouca de Aguiar, se fez um
'loboduto', para que os distintos animais (que não se sabe ao certo quantos são) não vejam
interrompidos os seus supostos territórios de passagem na serra da Falperra. Eu acho o lobo um
animal interessante e Deus me livre de não os querer preservar. Mas, francamente, 100 milhões
de euros (20 milhões de contos!) por um 'loboduto' - onde, ainda por cima e segundo
testemunhos locais, é improvável que venha a passar algum lobo, porque não só não se sabe se
eles existem mesmo ali como ainda se sabe que ao lado existe uma pedreira que costuma fazer
explosões - parece-me um bocadinho, como direi, talvez exagerado?... Vamos admitir que existem
por ali dez lobos, a quem aquilo facilita a vida; vamos mesmo admitir que existem vinte: um
milhão de contos por lobo não será de mais? Quantos anos, e sempre com gravíssimos problemas
de saúde e assistência, não teria de viver um português para que o Estado gastasse com ele um
milhão de contos?
Como se conseguiu chegar a este verdadeiro deboche contabilístico? Segundo conta o
'Expresso', da maneira mais simples e mais habitual: através da contratação de estudos e
pareceres técnicos a 'especialistas'. A consultadoria para o Estado - um dos mais prósperos
negócios que existem em Portugal.
2 Pela mesma altura de Foz Côa - governava Guterres e era ministro da Economia Pina Moura -, a
consultadoria externa levou o Estado a celebrar outro extraordinário negócio. Existia uma
empresa privada, a Grão Pará, que parece que tinha o mau hábito de se esquecer de pagar à
Segurança Social. Já uma vez tinha conseguido negociar de forma a que o Estado lhe pusesse as
dívidas a zero, mas, anos depois, estava outra vez na mesma situação. Como resolver o problema?
Por dação em pagamento. Acontece que a dita empresa tinha dois bens, qual deles o mais valioso.
Um era um hotel no Funchal, construído ao lado do que dava para imaginar facilmente que um dia
seria o prolongamento da pista de aterragem do aeroporto. Quando a pista foi mesmo
prolongada, o hotel ficou condenado à falência, porque não há muitos hóspedes que queiram
dormir onde aterram aviões. O outro era o Autódromo do Estoril, onde sucessivas injecções de
dinheiros públicos não tinham conseguido o milagre de o tornar rentável nem sequer de lá manter
a Fórmula 1. E foi com estes dois bens falidos que o Estado se contentou em troca do perdão da
dívida. Na altura escrevi um artigo perguntando como é que um Governo que tudo queria
privatizar se lembrava de 'nacionalizar' um autódromo e como é que o Estado transformava um
crédito num encargo financeiro para si. Respondeu no mesmo jornal o ministro Pina Moura. Dizia
que o autódromo era essencial para o turismo e para o 'interesse público' e que, feitas umas
pequenas obras de melhoramento, logo regressaria a Fórmula 1 e lucros a perder de vista.
Passaram-se dez anos e o Autódromo do Estoril, depois de dezenas de milhões de euros de
dinheiros públicos gastos em melhoramentos, manutenção e honorários dos seus administradores
(e, obviamente, sem jamais voltar a ver a Fórmula 1 ou qualquer coisa que se parecesse), foi esta
semana posto em leilão público por 35 milhões de euros. Não apareceu nenhum interessado. Pelo
que, das duas uma: ou se arrasa e urbaniza tudo aquilo (fazendo mais uma alteração legislativa,
porque os terrenos são de construção proibida), ou teremos de continuar a suportar
eternamente os custos deste brilhante acto de governação.
3 E sabem porque é que estas coisas acontecem? Porque há um poderosíssimo lóbi de
consultadoria instalado à mama do Estado, há anos sem fio, que dita, influencia e condiciona as
decisões dos executivos. Para 2008, o Governo orçamentou 370 milhões de euros (!) para gastar
com eles em "estudos, pareceres, projectos e consultadoria". Eles, quem? Pois, isso é segredo de
Estado, Há um ano que o semanário 'Sol' tenta obter, ao abrigo da Lei de Acesso aos
Documentos Administrativos, a lista dos beneficiários deste bodo. Em vão. O Governo fecha-se
em copas e os tribunais administrativos protegem-lhe a manha. É que, se viesse a público a lista
das eminentes personalidades, dos ilustres técnicos e dos influentes escritórios de advogados e
consultores que entre si fazem assessoria aos governos - seja para comprar armas, submarinos
ou autódromos ou para dar parecer técnico sobre 'lobodutos' ou contratos com Angola -, uma
grossa fatia da respeitabilidade pública desabaria por terra.
Repito o que de há muito venho dizendo: em termos de cidadania, há duas espécies de
portugueses - os que vivem a pagar ao Estado e os que vivem a tirar ao Estado. E o resto é
conversa de comendadores ou de 'benfeitores'.

sábado, 27 de setembro de 2008

Artigo do jornal "Semanário" ... no coments

António Ramalho Eanes, o “anti-devorista”
por Paulo Gaião
2008-09-19 01:20


Ao longo da história portuguesa, muitos heróis fizeram-se pagar em dinheiro pelos serviços em prol da liberdade, não se importando com a questão ética e com o empobrecimento dos cofres públicos. Eanes não.
A recusa de Ramalho Eanes em receber uma indemnização de mais de um milhão de euros por parte do Estado é uma matéria que, num país com uma comunicação social mais independente e sensibilizada para a crise não só económica como moral em que o país se encontra há muitos anos, merecia a entrada de um telejornal. A notícia soube-se no sábado. Em vez de Eanes, os telejonais abriram com Ronaldo no sábado e com Madonna no domingo, sinais da voracidade em relação ao dinheiro, que está na origem da decadência das sociedades modernas, como bem recordou Bento XVI em França, no passado fim-de-semana , e da mediocridade dos tempos, em que são os futebolistas e as estrelas rock que têm génio, como já observava Robert Musil nos anos 30 em relação aos cavalos e, curiosamente, já em relação às estrelas da bola, anunciando o esmagamento da cultura e dos espíritos superiores.
A história conta-se rapidamente. Em virtude de um decreto-lei de 1984, feito no tempo de um governo de Mário Soares, ao que se diz elaborado com propósitos políticos revanchistas, os presidentes da República deixavam de poder acumular a reforma respectiva com quaisquer outras reformas ou pensões do Estado. A lei pareceu feita à medida de Eanes, o único presidente eleito desde 1976 e não com intuitos de moralização pública. Eanes, apesar de bem perceber que a lei era feita à sua medida, dois anos antes de abandonar o Palácio de Belém e não se poder recandidatar, promulgou-a, o que mostra uma elevação de espírito absolutamente ímpar e uma abnegação patriótica única. Cavaco Silva, quando chegou há dois anos a Belém, levou esta questão antiga para resolver. O actual Presidente da República pode ter muitos defeitos mas rege-se por padrões éticos e morais que são muito semelhantes aos de Eanes. Cavaco não descansou enquanto não levou o governo a rever esta injustiça em relação a Eanes. Habituado a ver muitos a serem compensados pecuniariamente sem motivo ou com razões forçadas, Cavaco deve ter achado que com Eanes tinha de se ressarcir uma situação única de injustiça, sendo a única via a patrimonial. Enviados do próprio governo terão falado com a família Eanes em privado. A ideia do executivo era não só alterar a lei, como fazê-lo retroactivamente, beneficiando Eanes e reparando uma injustiça. Porém, Eanes, recusou a indemnização, num valor que, com os juros elevados, lhe daria mais do que uma reforma de Presidente da República.
Num país onde, ao longo de muitos momentos da história portuguesa, até os heróis se aproveitaram desta condição para terem títulos, empregos, indemnizações, Ramalho Eanes é um exemplo único que, quando a história pousar, lá para o final do século XXI, princípios do século XXII, e os princípios mais belos da civilização humana renascerem, há-de ser admirado pela sua rectidão e patriotismo. Por exemplo, os heróis da revolução liberal de 1834, apesar de todo o misticismo que anda à volta do seu papel, aproveitaram a situação para enriquecerem e aumentarem o seu património, à custa dos cofres públicos, com esse escândalo nacional que foi a venda, a troco de títulos de indemnização pelos serviços liberais prestados, de milhares de prédios expropriados às ordens religiosas, num processo que, curiosamente, tem semelhanças com o que aconteceu com o desmantelamento da URSS, quando alguns oligarcas comparam títulos e ficaram detentores de grandes negócios, como o petróleo. Vasco Pulido Valente, num livro que escreveu, chamou-lhes mesmo a estes heróis liberais, que hoje dão nome a muitas ruas de Lisboa, os "devoristas". Após a consolidação da democracia portuguesa, também muitos heróis se aproveitaram da situação para obterem bons cargos, boas pensões, uma boa rede de conhecimentos e influências para os seus negócios, fazendo-se pagar pelo seu papel na defesa da liberdade. Com a entrada de Portugal na economia de mercado, depois das expropriações comunistas do PREC, também se indemnizaram muitos grupos económicos que se consideravam vitimas da situação. O Estado voltou a ficar sacrificado, empobrecendo. Com a agravante de, nalgumas situações, os grupos económicos terem sido reinvestidos nos seus bens e valores e depois terem vendido tudo aos estrangeiros, como aconteceu com a venda do Totta ao Santander, por António Champalimaud.
Eanes, um homem que participou no 25 de Abril e que fez o 25 de Novembro teve tudo nas mãos. Se não fosse a figura ímpar que é, podia ter sido um ditador, espalhando um banho de sangue em Portugal, ou um "devorista", fazendo-se pagar bem caro pelo preço da liberdade e da democracia que garantiu ao país. Não foi uma coisa nem outra. É só um homem íntegro e um Patriota. À semelhança de Eanes, faça-se também justiça aos militares deAbril. Quando se fizer a história, há-de chegar-se à conclusão que poucos enriqueceram, o que é mais um feito notável, num país que quase sempre foi gerido com base num rancho que era preciso servir.

.................POR ONDE ANDEI ....................











Caminhada pela Falésia do Divórcio





Ao participar numa caminhada de Magoito (Sintra) a São Julião (Mafra), deparei com esta linda paisagem. Ainda há agricultores junto das falésias do Magoito !!!

quarta-feira, 30 de julho de 2008

João Pereira Coutinho - Jornal Expresso

Água engarrafada

Perguntam-me às vezes qual a principal diferença entre o norte e o sul, entre o Porto e Lisboa. Tenho a vantagem, ou a desvantagem, de viver entre ambas. E respondo sempre uma evidência: água engarrafada. O meu interlocutor não entende a resposta e pede explicações. Eu bocejo, deito-me no sofá, desaperto ligeiramente o cinto que oprime a barriga e começo uma longa prelecção sobre a diferença antropológica entre as duas principais cidades portuguesas sob a perspectiva da água engarrafada. Tudo se resume a experiência pessoal: eu, em casa de amigos lisboetas, solicitando um copo de água para matar a sede. E eles, com a naturalidade típica do sul, abrem a torneira e enchem o copo.

No Porto, este gesto - abrir a torneira e encher o copo para o convidado - seria o suficiente para lançar duas famílias em guerra. Quando um homem do norte pede um copo de água, ele sabe que existe uma diferença entre água da torneira (que serve para cozinhar, tomar banho e alimentar os cães) e água engarrafada (exclusivamente para seres humanos).

Não sei como começou esta profunda divisão; mas um livro recente, escrito por Elizabeth Royte e analisado na última "Economist", talvez dê uma ajuda. Intitula-se, apropriadamente, Bottlemania: How Water Went on Sale and Why We Bought It. Para a autora, uma mistura de snobeira, necessidade e preocupações higiénicas transformou uma indústria inexistente, ou incipiente, num império de lucros florescentes. Depois, e só depois, o capitalismo fez o resto: ainda que a água corrente seja hoje tão bebível como a engarrafada, vender garrafas é mais rentável. Para sermos exactos, uma indústria de 4 mil milhões de dólares em 1997 passou para os 10,8 mil milhões em 2006.

Quando conto esta história aos meus amigos lisboetas, eles dizem que água engarrafada é típica de zonas subdesenvolvidas. Talvez seja. Ou talvez não seja: talvez a preferência pela garrafa seja mais uma confirmação de que o colectivismo do sul não pega no norte burguês e individualista.

quarta-feira, 23 de julho de 2008

Clara F. Alves



Portugal tem um défice de responsabilidade civil, criminal e moral muito
maior do que o seu défice financeiro, e nenhum português se preocupa com
isso apesar de pagar os custos da morosidade, do secretismo, do
encobrimento, do compadrio e da corrupção. Os portugueses, na sua infinita e
pacata desordem existencial, acham tudo 'normal' e encolhem os ombros.

Por uma vez gostava que em Portugal alguma coisa tivesse um fim, ponto
final, assunto arrumado. Não se fala mais nisso. Vivemos no país mais
inconclusivo do mundo, em permanente agitação sobre tudo e sem concluir
nada.

Desde os Templários e as obras de Santa Engrácia, que se sabe que nada acaba
em Portugal, nada é levado às últimas consequências, nada é definitivo e
tudo é improvisado, temporário, desenrascado.

Da morte de Francisco Sá Carneiro e do eterno mistério que a rodeia, foi
crime, não foi crime, ao desaparecimento de Madeleine McCann ou ao caso Casa
Pia, sabemos de antemão que nunca saberemos o fim destas histórias, nem o
que verdadeiramente se passou nem quem são os criminosos ou quantos crimes
houve.

Tudo a que temos direito são informações caídas a conta-gotas, pedaços do
enigma, peças do quebra-cabeças. E habituámo-nos a prescindir de apurar a
verdade porque intimamente achamos que não saber o final da história é uma
coisa normal em Portugal e que este é um país onde as coisas importantes são
'abafadas', como se vivêssemos ainda em ditadura.

E os novos códigos Penal e de Processo Penal em nada vão mudar este estado
de coisas. Apesar dos jornais e das televisões, dos blogues, dos
computadores e da Internet, apesar de termos acesso em tempo real ao maior
número de notícias de sempre, continuamos sem saber nada, e esperando nunca
vir a saber com toda a naturalidade.


Do caso Portucale à Operação Furacão, da compra dos submarinos às escutas ao
primeiro-ministro, do caso da Universidade Independente ao caso da
Universidade Moderna, do Futebol Clube do Porto ao Sport Lisboa Benfica, da
corrupção dos árbitros à corrupção dos autarcas, de Fátima Felgueiras a
Isaltino Morais, da Braga parques ao grande empresário Bibi, das queixas
tardias de Catalina Pestana às de João Cravinho, há por aí alguém que
acredite que algum destes secretos arquivos e seus possíveis e alegados,
muito alegados crimes, acabem por ser investigados, julgados e devidamente
punidos?

Vale e Azevedo pagou por todos.
Quem se lembra dos doentes infectados por acidente e negligência de Leonor
Beleza com o vírus da sida?

Quem se lembra do miúdo electrocutado no semáforo e do outro afogado num
parque aquático?

Quem se lembra das crianças assassinadas na Madeira e do mistério dos crimes
imputados ao padre Frederico?Quem se lembra que um dos raros condenados em
Portugal, o mesmo padre Frederico, acabou a passear no Calçadão de
Copacabana?

Quem se lembra do autarca alentejano queimado no seu carro e cuja cabeça foi
roubada do Instituto de Medicina Legal?


Em todos estes casos, e muitos outros, menos falados e tão sombrios e
enrodilhados como estes, a verdade a que tivemos direito foi nenhuma.

No caso McCann, cujos desenvolvimentos vão do escabroso ao incrível, alguém
acredita que se venha a descobrir o corpo da criança ou a condenar alguém?
As últimas notícias dizem que Gerry McCann não seria pai biológico da
criança, contribuindo para a confusão desta investigação em que a Polícia
espalha rumores e indícios que não têm substância.

E a miúda desaparecida em Figueira? O que lhe aconteceu?

E todas as crianças desaparecida antes delas, quem as procurou?

E o processo do Parque, onde tantos clientes buscavam prostitutos, alguns
menores, onde tanta gente 'importante' estava envolvida, o que aconteceu?
Arranjou-se um bode expiatório, foi o que aconteceu.

E as famosas fotografias de Teresa Costa Macedo? Aquelas em que ela
reconheceu imensa gente 'importante', jogadores de futebol, milionários,
políticos, onde estão? Foram destruídas? Quem as destruiu e porquê?

E os crimes de evasão fiscal de Artur Albarran mais os negócios escuros do
grupo Carlyle do senhor Carlucci em Portugal, onde é que isso pára? O mesmo
grupo Carlyle onde labora o ex-ministro Martins da Cruz, apeado por causa de
um pequeno crime sem importância, o da cunha para a sua filha.

E aquele médico do Hospital de Santa Maria suspeito de ter assassinado
doentes por negligência? Exerce medicina?

E os que sobram e todos os dias vão praticando os seus crimes de colarinho
branco sabendo que a justiça portuguesa não é apenas cega, é surda, muda,
coxa e marreca.

Passado o prazo da intriga e do sensacionalismo, todos estes casos são
arquivados nas gavetas das nossas consciências e condenados ao esquecimento.
Ninguém quer saber a verdade. Ou, pelo menos, tentar saber a verdade.

Nunca saberemos a verdade sobre o caso Casa Pia, nem saberemos quem eram as
redes e os 'senhores importantes' que abusaram, abusam e abusarão de
crianças em Portugal, sejam rapazes ou raparigas, visto que os abusos sobre
meninas ficaram sempre na sombra.

Existe em Portugal uma camada subterrânea de segredos e injustiças, de
protecções e lavagens, de corporações e famílias, de eminências e
reputações, de dinheiros e negociações que impede a escavação da verdade.
Este é o maior fracasso da democracia portuguesa

segunda-feira, 21 de julho de 2008

PROVA INFALÍVEL PARA O SUCESSO ESCOLAR

Philippine Madrigal Singers - Pamúgun

LIMPEZA ÉTNICA - Jornal de Notícias

O homem, jovem, movimentava-se num desespero agitado entre um grupo de mulheres vestidas de negro que pululavam lamentos. "Perdi tudo!" "O que é que perdeu?" perguntou-lhe um repórter.

"Entraram-me em casa, espatifaram tudo. Levaram o plasma, o DVD a aparelhagem..." Esta foi uma das esclarecedoras declarações dos autodesalojados da Quinta da Fonte. A imagem do absurdo em que a assistência social se tornou em Portugal fica clara quando é complementada com as informações do presidente da Câmara de Loures: uma elevadíssima percentagem da população do bairro recebe rendimento de inserção social e paga "quatro ou cinco euros de renda mensal" pelas habitações camarárias. Dias depois, noutra reportagem outro jovem adulto mostrava a sua casa vandalizada, apontando a sala de onde tinham levado a TV e os DVD. A seguir, transtornadíssimo, ia ao que tinha sido o quarto dos filhos dizendo que "até a TV e a playstation das crianças" lhe tinham roubado. Neste país, tão cheio de dificuldades para quem tem rendimentos declarados, dinheiro público não pode continuar a ser desviado para sustentar predadores profissionais dos fundos constituídos em boa fé para atender a situações excepcionais de carência. A culpa não é só de quem usufrui desses dinheiros. A principal responsabilidade destes desvios cai sobre os oportunismos políticos que à custa destas bizarras benesses, compraram votos de Norte a Sul. É inexplicável num país de economias domésticas esfrangalhadas por uma Euribor com freio nos dentes que há famílias que pagam "quatro ou cinco Euros de renda" à câmara de Loures e no fim do mês recebem o rendimento social de inserção que, se habilmente requerido por um grupo familiar de cinco ou seis pessoas, atinge quantias muito acima do ordenado mínimo. É inaceitável que estes beneficiários de tudo e mais alguma coisa ainda querem que os seus T2 e T3 a "quatro ou cinco euros mensais" lhes sejam dados em zonas "onde não haja pretos". Não é o sistema em Portugal que marginaliza comunidades. O sistema é que se tem vindo a alhear da realidade e da decência e agora é confrontado por elas em plena rua com manifestações de índole intoleravelmente racista e saraivadas de balas de grande calibre disparadas com impunidade. O país inteiro viu uma dezena de homens armados a fazer fogo na via pública. Não foram detidos embora sejam facilmente identificáveis. Pelo contrário. Do silêncio cúmplice do grupo de marginais sai eloquente uma mensagem de ameaça de contorno criminoso - "ou nos dão uma zona etnicamente limpa ou matamos." A resposta do Estado veio numa patética distribuição de flores a cabecilhas de gangs de traficantes e autodenominados representantes comunitários, entre os sorrisos da resignação embaraçada dos responsáveis autárquicos e do governo civil. Cá fora, no terreno, o único elemento que ainda nos separa da barbárie e da anarquia mantém na Quinta da Fonte uma guarda de 24 horas por dia com metralhadoras e coletes à prova de bala. Provavelmente, enquanto arriscam a vida neste parque temático de incongruências socio-políticas, os defensores do que nos resta de ordem pensam que ganham menos que um desses agregados familiares de profissionais da extorsão e que o ordenado da PSP deste mês de Julho se vai ressentir outra vez da subida da Euribor.

segunda-feira, 30 de junho de 2008

ATRIBULAÇÕES DE UM CHINÊS FORA DA CHINA

João César das Neves
professor universitário

Honorável primo Chu Agradeço a carta e as notícias. Espero que tudo continue bem aí em Beijing. Como passa a tia Ma? Por cá as coisas andam prósperas. Com os estrangeiros daqui em crise, é bom para a nossa loja e restaurantes.
Quanto às perguntas que me faz acerca dos ocidentais, tem toda a razão em estar preocupado com os Jogos Olímpicos que se aproximam. Tenha muito cuidado, porque os narizes compridos só dizem mentiras. Falam muito em liberdade e querem ensinar a todos o que ela é, mas só conhecem as liberdades que não interessam. Faltam-lhes as realmente importantes.
Andam muito orgulhosos por poderem escolher os chefes e dizer mal deles. Como acham que nós não dizemos, consideram-nos oprimidos. Mas não têm liberdade para vender, comer, guiar, despejar lixo e mil outras coisas. É proibido fumar cigarros, cortar árvores, fazer barulho. Vendem só a certas horas e em certos sítios. Não se pode trabalhar à noite ou quando se é velho. Nem imagina o que eles exigem para se andar de carro (por exemplo, um colete verde!!). Proíbem muitas comidas, das nossas ou mesmo das que eles sempre comeram. Ficam fulos se não dividimos o lixo. Até querem controlar a maneira como se escreve. Tudo tem regras, imposições, limites. Sobretudo papéis. Muitos papéis. Chamam a isto progresso e liberdade.
O Fu diz que a vida na terra dos narizes grandes é como a que tínhamos no tempo do Camarada Mao. Eu achava exagero (sabe como é o primo Fu...) mas um dia vi que tinha razão. Vieram ao restaurante alguns guardas vermelhos armados. Diziam ser fiscais da economia, mas senti aquele mesmo medo da revolução cultural. Viram tudo, inventaram multas por nada, ralharam e levaram preso o tio Deng.
Como no tempo do Camarada Mao, os ocidentais passam horas em doutrinação política. Aqui é em frente à televisão. Um deles disse- -me que era muito diferente da China, porque não é doutrina, mas notícias e debates (exactamente como lhe chamavam os comissários do povo), e porque se pode escolher aquilo que se ouve. Ao princípio acreditei, mas depois vi que não há escolha. Todos dizem o mesmo. E querem eles ensinar-nos liberdade!
Como vai ter narizes grandes em Beijing, precisa conhecê-los. Diz-se que só pensam em dinheiro, mas isso também nós. A diferença é que, além da tal liberdade, eles adoram três coisas: papéis, saúde e sexo. Quando aos papéis, já lhe expliquei: há papéis para tudo. Não sei se foi boa ideia termos-lhe dado essa nossa invenção. Depois andam sempre aterrorizados com a saúde. Gastam imenso dinheiro em médicos e remédios, mesmo quando não estão doentes. Para eles tudo -comida, sexo, trânsito, desporto- é um problema de saúde. Andam loucos com o corpinho. Depois morrem como toda a gente.
Quando não é papéis ou médicos, é sexo. A coisa que mais os cega é sexo. Aqui as mulheres deles andam quase nuas na rua (cuidado com as primas!!). Cega-os porque não o entendem. O sexo deles não é para ter filhos, mas para vender sabonetes. Não é para ter família e ser feliz, mas para trair, zangar, ter sarilhos. Chamam-lhe liberdade, claro!
Liberdade! Nem fazem ideia o que seja! Também não sabem o que é honra, respeito, dignidade. Escolhem os chefes (embora, como aí, os que mandam sejam sempre os mesmos), mas logo a seguir começam a dizer mal deles. Só querem a liberdade de criticar porque odeiam os chefes. Odeiam muito mais que nós. Nunca vi um povo odiar tanto. Quem diz pior do Ocidente são os jornais ocidentais (se ler o que dizem da China, farta-se de rir porque eles não sabem nada).
Descobri um truque que lhe pode ser muito útil: nas discussões com eles é fácil pô-los a gritar entre si. Quando criticarem a política do filho único, diga-lhes que têm menos os filhos que nós. Se acusarem a pena de morte, acuse a eutanásia e o aborto. Se falarem no Tibete pergunte-lhes pelo Iraque. É que eles além dos chefes, odeiam o sistema (dizem sempre que está "podre"), odeiam a vida, odeiam-se a si mesmos. Este povo adora dizer mal de si próprio. Chamam-lhe liberdade.

Saudades do primo Guo.

domingo, 29 de junho de 2008

domingo, 22 de junho de 2008

Tebe Poem



TEBE POEM de DMYTRO BORTNIANSKY (1751-1825)interpretado pelos alunos que frequentaram o Curso de Música Sacra Russa com o Director do Sexteto Anima de San Petersburgo.
Interpretaram esta música no concerto de encerramento do curso organizado pela Federación Navarra de Coros.

Os Vampiros continuam à solta

notícias

22 Junho 2008 - 00h30
Processo: Empresa recusa pretensão de Salter Cid
PT vai defender os seus interesses

A Portugal Telecom está disposta a defender os seus interesses em Tribunal no processo que lhe moveu José Salter Cid, actual vereador do PSD na Câmara de Lisboa. Os responsáveis do Grupo PT ficaram "chocados" com a pretensão do ex-quadro da Marconi, que reclama um aumento da pensão de 17,9 mil euros por mês, ao abrigo de um despacho interno da Administração da Marconi.

"Dos 17 anos de ligação à PT, Salter Cid trabalhou apenas seis", disseram ao CM fontes da operadora, que acrescentaram que a suspensão do contrato de trabalho do ex-gestor foi conseguida de "comum acordo entre as partes" e que a "PT sempre agiu em todo este processo de boa-fé".
Para o Grupo PT é mais barato ter Salter Cid na condição de quadro com o contrato suspenso do que suportar as regalias do ex-gestor da Marconi (com direito a carro e motorista, telemóvel e cartão de crédito).
Quando Salter Cid terminou o seu mandato à frente da Companhia das Lezírias, o gestor terá solicitado um acordo para abandonar os quadros da PT, o que foi rejeitado pelo então presidente Henrique Granadeiro.
Logo após a sua entrada na Marconi, Salter Cid foi convidado para ocupar o cargo de secretário de Estado das Comunicações, no Governo de Cavaco Silva.

Miguel Alexandre Ganhão - em CM



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Humor Total

Ainda o nosso Concerto em Montemor-o-Novo